Alive Stencil

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domingo, 23 de janeiro de 2011

V for Vendetta

Se os regimes totalitaristas autoritários estivessem no poder, como seria a vida das pessoas? Ter de novo polícias políticas, haver o controlo total dos media, ausência de liberdade de expressão, opinião e pensamento, já se imaginaram a viver assim? Um pré-25 de Abril mas muito pior.
É isto que James McTeigue tenta transmitir com o filme V for Vendetta, adaptando ao cinema a série de livros homónima escrita por Alan Moore e David Lloyd.

O filme passa-se num passado alternativo em que uma jovem, Evey (Natalie Portman), é salva dos abusos da polícia política por um defensor da liberdade, V (Hugo Weaving).
V é um homem super carismático, com os seus ideais muito bem definidos. Anarquista? Talvez, mas quando o nosso país se encontra sob um governo de tiranos e opressores é necessária alguma anarquia para se voltar a estabelecer um equilíbrio. V usa com orgulho a máscara de Guy Fawkes, um soldado britânico que era o responsável pelos barris de pólvora que seriam utilizados para destruir o parlamento Inglês, assassinando assim o rei protestante Jaime I e todos os membros do parlamento, a chamada "Revolução da Pólvora", algo que V tenciona fazer.
Evey acaba por se tornar aliada de V, tendo este mostrando-lhe que a vida só é realmente vivida quando deixamos de ter medo. Podemos não gostar dos métodos que ele usa, são pouco ortodoxos é verdade, mas temos de admirar os resultados que consegue.
Um filme muito bom, que nos deixa a pensar. Muitos parabéns ao Hugo Weaving pela actuação, pois apesar de não vermos a cara dele nem por um momento do filme, pois está sempre com a máscara, consegue transmitir toda a emoção e carisma daquele brilhante personagem. E igualmente à Natalie Portman por todas as emoções fortes que transmite com a sua actuação, a dor, o sofrimento, a libertação mental, muito bom mesmo!

Se ficaram interessados sigam o V no Twitter (é mais ou menos como o @Lord_Voldemort7 mas em relação ao V) em: http://twitter.com/#!/Manfromroom_5

Deixo-vos então com o trailer deste óptimo filme:




People Should Not Be Afraid Of Their Governments,
Governments Should Be Afraid Of Their People

sábado, 22 de janeiro de 2011

Buried

Boas pessoal!
Algum de vocês já se imaginou a acordar dentro de um caixão já enterrado? É provável que não.
Mas foi exactamente o que aconteceu ao Paul Conroy (Ryan Reynolds)!
O Paul é um camionista americano e foi trabalhar para o Iraque, e enquanto fazia um transporte, juntamente com outros camionistas, são atacados por uns insurgentes e ele leva com uma pedra na cabeça, desmaiando. Esta é a última que ele se lembra...
No caixão ele tem um telemóvel, um isqueiro, uma lanterna estragada, um papel com um texto e uma faca. Apenas tem mais 90 minutos de oxigénio, para se conseguir salvar, ou melhor, para conseguir que o salvem...
Um filme espectacular que conseguiu pôr-me como já nenhum filme me punha há algum tempo. Este filme transtornou-me mesmo! Muitos parabéns ao Ryan Reynolds, por mais uma brilhante actuação e ao Rodrigo Cortés, Director deste espectacular filme.
O mais incrível, pelo menos a meu ver é que este filme passa-se apenas com uma personagem (visível, as outras só ouvimos) e sempre no mesmo cenário, dentro do caixão.
Deixo-vos então com o trailer deste fantástico filme que aconselho todos a verem:



I'm Buried in a Box!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Exit Through The Gift Shop

Para muitos de vós o nome Banksy, não é estranho de todo (se é, aconselho-vos a observarem um pouco do trabalho dele em Banksy.co.uk), agora o que talvez alguns de vós não saibam é que este grande artista fez um documentário, "Exit Through The Gift Shop".
Banksy descreve este documentário como sendo "A incrível história verídica sobre como o melhor filme de sempre sobre graffiti nunca foi feito..." e nem eu o descreveria de melhor forma.
Este documentário difere muito dos documentários que estamos habituados a ver, não só pelo seu conteúdo, como pela personagem principal, que por incrível que pareça não é o Banksy, mas sim o senhor Thierry Guetta.

Quem é Thierry Guetta?

Bem se o tivesse descrever em poucas palavras diria: Um maluco com uma câmara de vídeo! E de facto é isso mesmo que ele é, uma pessoa com uma "maluquice" incrível que grava tudo o que pode e consegue.

Este documentário ganhou 8 prémios de Melhor Documentário e foi Selecção Oficial do 2010 Sundance Film Festival (eu sei, os prémios não fazem um filme bom, mas sem dúvida que este filme os mereceu).
Se gostam de Street Art aconselho seriamente a ver, tem muito material bom e inédito. Se não gostam de Street Art, mas apreciam um filme interessante e animado, este é sem dúvida uma boa escolha.
Deixo-vos então o trailer, que na minha opinião não reflecte da melhor forma o excelente filme que é, mas não deixa de ser o trailer do filme e um trailer ao estilo do Banksy:



In A World With No Rules
One Man
Broke Them All

domingo, 21 de novembro de 2010

Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera




• Resumo: 
Um jovem vive em um templo flutuante no meio de um lago junto com um monge que o educou de forma rigorosa, quando ele maltrata pequenos animais, o mestre castiga-o de forma paralela. Cada estação que passa traz uma fase da vida do pupilo. Agora adulto, experimenta o despertar sexual com uma jovem que veio ao templo para ser curada pelo mestre. Porém, isso faz com que o rapaz conheça o ciúme, a obsessão, o preço do perdão, e vá se esquecendo dos valiosos ensinamentos de seu mestre.


Tomei conhecimento deste filme devido à disciplina de Português (o meu professor quis mostrá-lo à turma), confesso que sou muito relutante em relação a produções cinematográficas orientais, talvez pelo "bombardeamento" de grandes produções maioritariamente alusivas a artes marciais mas com pouco conteúdo. No entanto este filme surpreendeu-me pela positiva.
Se esperam encontrar grandes lutas de artes marciais, desenganem-se desde já. Este é um filme altamente mental e filosófico (a meu ver). Pelo menos a mim pôs-me a pensar, tanto durante como após o filme, na forma como uma pessoa encara as opções que toma, as reacções que tem, aqueles que nos rodeiam, a nossa vida.
Do ponto de vista técnico dou 5 estrelas à imagem, está mesmo muito boa a meu ver. Talvez neste filme o seu ponto mais fraco (ou mais inexistente, por assim dizer) é o guião (deve ter umas 3 páginas), mas penso que de uma forma propositada, pois muitas vezes o espectador foca-se no diálogo esquecendo a mensagem que o resto da produção tenta passar. 
Gosto de todas as metáforas que envolvem o filme, as estações do ano, as acções aprendiz/mestre, os animais de estimação, as portas, o barco, entre muitas outras coisas. Penso que a parte do filme que mais gostei é quando o mestre percebe que o seu trabalho ali já está feito e deixa tudo preparado para o seu aprendiz se transformar mestre e prepara todo aquele ritual do "fechado" e coloca-se por cima de umas ripas de madeira, dentro do barco, na posição de lótus, enquanto este se afunda e incendeia simultaneamente.
Decerto um filme a rever. Deixo-vos então com o trailer do filme:



sábado, 13 de novembro de 2010

Paranormal Activity 2

Boas pessoal!
Ontem, devido ao aniversário de uma amiga minha, fomos todos ao cinema ver o Paranormal Activity 2. Quero desde já agradecer a todo o pessoal que esteve comigo pela noite espectacular que passámos.
Quanto ao filme em si, deixou-me surpreendido pela positiva. Dou um grande parabéns ao realizador por ter posto toda a gente à espera de um grande susto durante a primeira parte, quando na verdade não passavam de jogos mentais que ele nos queria fazer passar!


Mais uma vez, passei grande parte do tempo do filme a rir-me, apesar de ser um filme de terror. De todos os sustos, o que de facto me assustou realmente foi a explosão dos móveis da cozinha, houve mais alguns perto do final do filme que nos fazem quase ter vontade de desviar o olhar, mas nada de mais.  Adorei a jogada do final do filme ao deixar o ecrã totalmente negro durante algum tempo deixando-nos a todos à espera de um último susto.
Deixo também um grande parabéns a todos os actores deste filme pela naturalidade da representação presente no filme.
Aconselho a todos aqueles que gostem de um bom filme de terror, mas desaconselho totalmente a todas as pessoas que levam os filmes de terror a sério, é muito provável que depois o vosso subconsciente atribua a eventos aleatórios semelhantes o mesmo significado que está patente no filme.

Obs.: Quero um aspirador de piscina igual ao que eles tinham, aquilo até sai da piscina sozinho! eheh

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Filme: Marginais

"Incesto, lutas de rua ilegais, Jiu-jitsu, redenção, amor, paixão e vingança, são alguns dos temas abordados em Marginais. Maria é filha de Constantino, vive uma relação conflituosa com o seu pai, que vê nela uma substituta para a sua falecida mulher. Maria tem um temperamento bastante forte, educa a sua filha Ana debaixo do fogo cruzado, com o seu pai. Ana é uma menina de 11 anos, que passa a maior parte do seu tempo no seu quarto, ensaiando uma música para o sarau da escola. Um certo dia, encontra o seu vizinho mais recente, Marco. Em Marco encontra o apoio que nunca teve em casa. Marco é um músico amargurado com a vida. Carlos e Lucas são dois irmãos afastados pelo destino. Lucas é socialmente activo, trabalha em um clube de vídeo, namora com a Maria, com quem sonha casar e seguir uma vida. Carlos instavel e perigoso, vive em rota de colisão com o sua vida, têm um ginásio clandestino onde dá aulas de Jiu jitsu de dia, e à noite participa em lutas de rua ilegais para ganhar mais algum dinheiro. Em um passado recente, Lucas causou involuntariamente a morte da mãe num acidente de carro. Carlos nunca o perdoou e desde então afastou-se de Lucas com a ideia de uma vingança."

Decerto será um filme que tenciono ver, da autoria de Hugo Diogo. Totalmente português! Vá lá pessoal, dêem algum apoio a quem quer inovar no cinema português, com orçamentos muito reduzidos.
Deixo-vos aqui um vídeo da reportagem da ante-estreia do filme, mandando desde já um grande "props" (na ausência de palavra melhor) ao actor José Fidalgo pelas suas palavras:



Deixo-vos então por fim, o trailer do filme:



"Existe Matéria para fazer Cinema em Portugal"
- José Fidalgo

P.S.: Sim, tem rap, mas não, não é isso que me leva a querer ver o filme.

sábado, 9 de outubro de 2010

Dedicated to Dedicated

Hoje, apesar do tempo "rançoso", fui a Lisboa, fui tratar de uma compra mas isso fica para quando o produto chegar ;) Depois de tratar de tudo o que tinha a tratar e ir almoçar com o meu "cota" (eheh) fui dar uma volta por uma zona que adoro, Baixa/Chiado.
Dei "um pulo" aos Armazéns do Chiado (SportZone e Fnac) e fui à Footlocker da Rua do Carmo, por fim decidi armar-me em "carapau de corrida" e ir à Dedicated Store que fica na Rua da Glória (ao lado da Avenida da Liberdade). Como é óbvio, fiquei bem molhado, graças à minha amiga chuva.
Quando finalmente cheguei fui muito bem recebido pelo Ivan (como sempre), e tratei de ir logo buscar o DVD que queria, AlterEgo (documentário de graffiti). Fiquei a dar uma olhada pelo resto da loja, à espera que a chuva acalmasse, quando ouvi um mano dos USA (não consegui mesmo decorar o nome) a mandar um freestyle por cima dos beats tugas que estavam a tocar na loja. Quando o instrumental acabou, o outro mano que também lá estava, o Eky dos CPK, apresentou-se logo e começou a conversar comigo (um mano 5 estrelas).


Fiquei ali mais uma hora e meia ou duas horas, a ouvir os freestyles, ver um vídeo dos Gatos do Beko no pc da loja, ouvir uns sons do Sagaz, e conversar (inclusivé com mais algum pessoal que foi aparecendo). Foram umas horas muito bem passadas mesmo, num ambiente tranquilo e de descontracção.
Acabei por trazer o AlterEgo, um boneco da FatCap, e o mano Ivan ainda me ofereceu o último DVD do GRAGS (um documentário também de graffiti) gravado com pessoal aqui de Portugal.
Decerto mais tardes passarei aí, sempre com boa companhia e descontracção. Aconselho a todo o pessoal do graffiti, da cultura urbana no geral, e a todas as pessoas interessadas nesta cultura ou curiosos, a irem à Dedicated, serão (de certeza!) bem recebidos e talvez fiquem a gostar como eu e passem a ir lá frequentemente.
Um grande abraço ao Ivan, ao Eky e ao outro mano dos USA (desculpa a grande falha mano).

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Stencilarte

Hoje, deixo-vos aqui um documentário totalmente português acerca de graffiti e mais aprofundado no stencil e na street art (vertentes dentro do graff).
O documentário chama-se "Stencilarte" (como o título do post indica) e reúne muita gente dentro do panorama do graffiti nacional, nomes como Ace one (que também é MC), Caos (aka Naif aka ± ), Ego, Roket, entre outros, incluindo uma pessoa que eu acho (ao contrário de muita gente na comunidade do graff) que merece um grande respeito e admiração por tudo o que conseguiu sendo tão jovem, o Pariz. Não o acho um vendido e penso que merece todo o meu respeito, e porque também estou de acordo com grande parte dos seus pontos de vista.
Um grande parabéns e obrigado ao Sr. Pedro Guerreiro por este documentário.
Deixo-vos então aqui o "Stencilarte" dividido por 3 partes:



quarta-feira, 7 de julho de 2010

Ida ao cinema

Boas,
há uns dias fui ao cinema com a minha namorada e umas amigas nossas, aceitei logo mesmo sem saber o filme (se é pra estar com o pessoal já é bom), o pior foi quando soube qual era, nada mais nada menos que o último filme da saga que tanto abomino, "Eclipse" (Saga Twilight). O meu pensamento quando descobri foi: "Um sacrifício pelo pessoal, também se não gostar o que deve ser provável, reponho o meu sono durante essas 2 horas xD". Como podem ver não tinha grandes esperanças, apesar disso tentei ver o filme e para incrível espanto meu até simpatizei com o filme. É verdade.
A história em si, pouco ou nada me diz, não sou fã de vampiros, porém, gostei bastante da personagem interpretada pelo R. Pattinson. A personagem, o Edward, passa uma ideia (pelo menos neste filme pois não vi os outros) de um ser bastante instruído, cauteloso e preocupado. Gostei de 2 cenas: perto do final quando ele e o "gajo-que-não-tem-camisolas-em-casa" falam enquanto a rapariga dorme, e a cena em que ele e a rapariga vão-se desvirgindar mas depois acaba por não acontecer.
Decerto não será um dos filmes da minha vida, mas foi um tempo bem passado.

P.S.: Eu não odeio o filme, nem os livros, nem a autora, apenas as fãs obsessivas.

P.S.2: Gostei bastante também do desempenho dos actores Jackson Rathbone e Peter Facinelli enquanto "Jasper" e "Carlisle" respectivamente.